Agência Panafricana de Notícias

Presidente sul-africano chefia delegação de paz entre Rússia e Ucrânia

Cidade do Cabo, África do Sul (PANA) - O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, confirmou liderar uma delegação de chefes de seus homólogos africanos no quadro de uma missão de paz na Rússia e na Ucrânia para tentar pôr fim ao conflito entre as duas partes, soube a PANA de fonte oficial.

A delegação compreenderá, além de Ramaphosa,  líderes da República Democrática do Confgo, Félix Tshisekedi, do Egito, Abdel Fattah Saeed Hussein Khalil as-Sisi, do Senegal, Macky Sall, do Uganda, Yoweri Museveni, e da Zâmbia, Hakainde Hichilema.

Ramaphosa disse ter conversado com os seus homólogos russo, Vladimir Putin, sexta-feira última, e ucraniano, Volodymyr Zelensky, um dia depois, a fim de lhes dar esta notícia. 

“Os dois líderes (Putin e Zelensky) disseram estar prontos para receber a missão e os chefes de Estado africanos em Moscovo (Ríssia) e Kiev (Ucrânia). Chegamos a um consenso para que comecemos a preparar reuniões com os chefes de Estado africanos. O Secretário-Geral das Nações Unidas (António Guterres) e o escritório da União Africana estão informados e saudaram a iniciativa”, regozijou-se o Presidente Ramaphosadurante um conferência de imprensa dada terça-feira última na cidade do Cabo (leste).

Ele especificou que as datas da visita serão anunciadas em breve.

Estas negociações planejadas acontecem numa altura em que a Rússia se prepara para uma sua segunda cimeira com países africanos, marcada para finais de julho próximo em São Petersburgo (Rússia). Além disso, a África do Sul deverá acolher uma cimeira do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul) em agosto próximo.

Neste fórum, a presença do Presidente Putin está  incerta desde que o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu um mandado internacional de captura contra si.

Separadamente, a embaixada russa na África do Sul rejeitou alegações de que armas sul-africanas foram carregadas a bordo de um navio de guerra russo que teria atracado na cidade do Cabo em dezembro de 2022.

Na última semana, o embaixador dos Estados Unidos, Reuben Brigety, gerou uma polémica internacional ao afirmar que o seu país tinha constatado que Lady R (o navio em causa) estava carregado de armas destinadas à Rùssia.

Na última sexta-feira, o Departamento Sul-Africano de Relações Internacionais e Cooperação (DIRCO, sigla em inglês) convocou o diplomata americano para que explicasse o seu comportamento.

O porta-voz do Governo sul-africano, Clayson Monyela, disse que Pretória expressou o seu "descontentamento total" face com o comportamento de Brigety.

-0- PANA CU/MA/NFB/JSG/DD 17maio2023

 


 

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