Embaixador da China no Congo desmente discriminações contra Africanos em Guangzhou
Brazzaville, Congo (PANA) - O embaixador da China no Congo, Ma Foulon, qualificou de mal-entendidos as alegadas discriminações dos Africanos residentes, em Guangzhou.
Nos últimos dias, muitos Africanos dizem-se vítimas de maus tratos e discriminações abusivas, em Guangzhou, no quadro da luta contra o coronavírus.
Falando no termo de um encontro como o ministro congolês dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Congoleses do Estrangeiro, Jean Claude Gakosso, o diplomata chinês disse que as medidas adotadas pelas autoridades de Guangzhou consistem unicamente em lutar contra o coronavírus.
"Nós estamos contra a epidemia e não contra as pessoas desta ou daquela raça", explicou o embaixador, insistindo que as medidas tomadas "não são discriminatórias, mas válidas para todos".
Foulon explicou que tais medidas "estão reservadas não apenas aos Africanos, mas também aos Chineses e às pessoas provenientes de outros países”.
Os últimos incidentes de alegados maus tratos foram amplamente denunciados na imprensa tradicional e nas redes sociais, e provocaram vivas reações por parte das diplomacias africanas.
Mas para o embaixador chinês, em Brazzville, "a verdade é que as autoridades de Guangzhou tomaram medidas ainda mais rigorosas, pois o país registou muitos casos do coronavírus importados, incluindo de Africanos".
No entanto, disse, devido às barreiras linguísticas e culturais, "mal-entendidos ocorreram entre as autoridades locais e os cidadãos estrangeiros cujas reações são excessivas, o que dá uma aparência de que os cidadãos africanos sofreram tratamentos discriminatórios”.
As autoridades chinesas "estão a fazer tudo para que este trabalho seja bem feito sobretudo em matéria de segurança”, garantiu, prometendo que o seu país fará o seu possível para garantir a saúde "não apenas dos Chineses, mas também dos estrangeiros dos quais os Africanos”.
-0- PANA MB/IS/FK/IZ 14abril2020