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Agência Panafricana de Notícias
Corredor do Lobito é estratégico para impulsionar região da SADC, diz Zâmbia
Luanda, Angola (PANA) - O Corredor do Lobito é estratégico para o crescimento económico de Angola, da Zâmbia, da República Democrática do Congo (RDC) e dos outros países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), declarou o embaixador da Zâmbia acreditado em Angola. Elias Munshya.
Em entrevista ao Jornal de Angola, domingo último, em Luanda, Munshya disse que a infraestrutura, em pleno funcionamento, vai dinamizar o comércio ao longo da linha férrea em benefício do bem-estar das populações destes países.
O diplomata reconheceu que o Corredor do Lobito (litoral central de Angola) é estratégico para a transportação de minerais e o fomento das trocas comerciais entre os três países, em particular, e da região da SADC, em geral.
No seu entender, é importante que se aposte mais na construção e reabilitação de infraestruturas ao longo do Corredor do Lobito para facilitar o comércio entre as comunidades africanas.
“O Presidente de Angola, João Lourenço, e da Zâmbia, Hakainde Hichilema, acreditam que os africanos devem promover relações comerciais em benefício dos seus países, mas a maior barreira tem sido a falta de infra-estruturas. Sem elas, dificilmente poderemos desenvolver o comércio para o progresso da região”, disse.
Segundo o diplomata, os pequenos negócios que se realizam ao longo da fronteira, entre Angola, Zâmbia e a RDC, atingiriam maiores volumes de transacções com o melhoramento das infraestruturas.
O embaixador anunciou que várias empresas e empresários da Zâmbia estão a concorrer para operarem e investirem ao longo do Corredor do Lobito, com o objetivo de contribuírem para o crescimento económico da região Austral.
“O Corredor do Lobito vai contribuir para a Zâmbia ter acesso mais rápido à linha férrea e ao Atlântico com as exportações de minerais. A linha férrea não deve ser vista apenas para o transporte de cobre e outros minerais, mas como uma infraestrutura para o crescimento económico de África”, frisou.
A Zâmbia tenciona melhorar a sua)leste= produção de cobre, para tornar a região austral na maior produtora do mineral e ser exportado através da linha férrea para vários países do mundo pelo Corredor do Lobito, que se inicia em Angola.
Indicou igualmente que a Zâmbia pretende, nos próximos três anos, produzir três mil toneladas (3.000) de cobre, contra as atuais 900, adicionando o seu valor para a produção de cabos e baterias.
No setor agrícola, prosseguiu, o Governo pretende atingir 10 mil toneladas de produção de milho para exportação.
A Zâmbia, por estar numa posição estratégica na região, está empehada em melhorar a ligação entre Angola e a Tanzânia, até ao sul de África, passando pelas províncias angolanas de Moxico-Leste (leste), Lunda-Norte (nordeste), Lunda-Sul (nordeste), Cuando e Cubango (extremo sudeste).
A par dessa ligação, a Zâmbia projeta igualmente criar uma linha ferroviária verde para permitir a circulação de pessoas e bens.
O Governo zambiano tem estado a beneficiar de financiamentos do Banco Mundial, da União Europeia e de outras instituições para melhorar estradas, com o objetivo de fomentar as relações comerciais entre Angola, Zâmbia e a RDC, segundo o diplomata zambiano.
-0- PANA JA/DD 27abril2026

