Agência Panafricana de Notícias

África condiciona paz à justiça e segurança no Sahel

Banjul, Gâmbia (PANA) – Uma paz duradoura não pode ser instaurada sem prestação simultânea de serviços de base, justiça e segurança, declarou o alto representante da União Africana (UA) para o Sahel, Mamadou Tangara.

Falando por ocasião de um diálogo de alto nível sobre a segurança no Sahel e na África Ocidental, ocirrido em Banjul, na Gâmbia, Tangara sublinhou que a governação, a segurança e inclusão social constituem pilartes essenciais para se alcançar uma estabilidade duradoura na região.

Defendeu que uma governação eficaz não pode ser garantida sem não há segurança e que estes dois elementos devem andar juntos para que os esforços de pax possam resultar a longo prazo.

Tangara afirmou por outro lado que a inclusão é uma necessidade estratégica e não um simples gesto simbólico.

Acrescentou que os esforços de estabilização não podem resultar sem a participação ativa das mulheres, dos jovens, das comunidades locais, dos chefes tradicionais e das autoridades religiosas.

Sublinhou igualmente a importância do respeito das culturas locais, da dignidade e do aproveitamento comunitário para se construir uma paz duradoura.

Advogou uma mudança de abordagem pela criação de um "pólo de estabilização", exortando as partes envolvidas a irem para além do simples acompanhamento e do estabelecimento de relações de rotina para se envolverem ativamente na criação das condições de uma paz duradoura, dando cada vez mais ênfase nos resultados e no impacto.

No tocante às parcerias, Tangara defendeu um novo modelo baseado no respeito mútuo, nas prioridades definidas pelos africanos, na análise partilhada e no reforço das capacidades institucionais a longo prazo, em vez nos resultados a curto prazo.

Concernente à cooperação regional, ele saudou os esforços do Presidente da Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Omar Alieu Touray, para dialogar com a Aliança dos Estados do Sahel (AES), qualificando a situation de “assunto de família que necessita de uma ação coletiva, nomeadamente na luta contra o terrorismo.”

O encontro de alto nível reuniu parceiros regionais e internacionais a fim de examinar respostas coordenadas à insegurança crescente na região.

-0-PANA MSS/RA/NFB/JSG/DD 24abril2026