Agência Panafricana de Notícias

Recursos naturais e conflitos armados desafiam paz, diz Angola

Luanda, Angola (PANA) - A ligação entre os recursos naturais e conflitos armados continua a constituir um desafio significativo à paz e ao desenvolvimento sustentável, afirmou, quarta-feira,em Nova Iorque, o representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco da Cruz.

O diplomata angolano fez esta declaração na Reunião Plenária da Assembleia Geral das Organização das Nações Unidas (ONU), dedicada ao tema “O papel dos Diamantes no Financiamento dos Conflitos", na sede das Nações Unidas, de acordo com jornal Online de Angola.

Nessa ocasião, Francisco da Cruz recordou a experiência de Angola que enfrentou, durante décadas, um conflito prolongado alimentado, em parte, pelo comércio ilícito de diamantes.

Informou que esta experiência esteve na base dos esforços internacionais que conduziram à criação do Processo de Certificação de Kimberley, instrumento fundamental de cooperação multilateral, destinado a impedir a entrada de diamantes extraídos de zonas de conflito nos mercados legítimos.

Saudou a adoção da resolução da Assembleia Geral da ONU sobre a matéria, reconhecendo o seu papel no reforço da transparência, responsabilização e prevenção de conflitos.

O diplomata realçou, também, a persistência de desafios relevantes, como a evolução das redes de tráfico ilícito e lacunas nos mecanismos de governação. 

Defendou a necessidade de adaptar o Processo de Kimberley, por meio de maior rastreabilidade, de mecanismos de conformidade mais robustos e do apoio contínuo aos países produtores.

No plano nacional, destacou, igualmente, os esforços em curso para se promover a transformação estrutural do setor diamantífero, com foco na lapidação e valorização local, bem como no reforço da transparência e da boa governação.

Estas medidas, a seu ver, ainda servem para assegurar que os recursos naturais contribuam diretamente para a criação de empregos, o crescimento económico e o desenvolvimento sustentável através das cadeias de valor regionais no quadro da Zona de Comércio Livre Continental Africana.

-0- PANA JA/DD 16abril2026