Agência Panafricana de Notícias

Angola considera reforma da UA necessidade estratégica

Luanda, Angola PANA - Angola considera a reforma da União Africana  (UA) uma necessidade histórica, estratégica e de carácter inadiável , soube a PANA de fonte oficial.

Está necessidade não pode ser um exercício burocrático, mas um ato político de coragem e de transformação real, segundo o ministro angolano das Relações Exteriores, Tête António, quando falava está quinta-feira na 3.ª Reunião do Comité Ad-Hoc dos Chefes de Estado e de Governo sobre as Reformas Institucionais desta organização continental.

Na ocasião, Téte António transmitiu aos presentes que o Presidente angolano e Presidente em exercício da UA, João Lourenço, ambiciona uma União Africana dinâmica, eficiente e orientada para resultados concretos, capaz de responder eficazmente às aspirações legítimas dos povos do continente.

Por outro lado, o diplomata  destacou a proposta de integração da Arquitetura de Governação Africana (AGA) com a Arquitetura de Paz e Segurança Africana (APSA), através de um plano único AGA-APSA até 2027.

A seu ver, esta abordagem é suscetível de reduzir duplicações, harmonizar as práticas e fortalecer a prevenção de crises.

Saudou, ainda, a relevância atribuída à revitalização do Conselho de Paz e Segurança (CPS) e à clarificação dos desafios do financiamento da União.

Reconheceu no entanto que a dependência excessiva de apoios externos continua a limitar a autonomia estratégica e que a elaboração de um cronograma claro, acompanhado de um roteiro de implementação com prazos realistas para cada fase da reforma, permitiria conferir maior previsibilidade e coerência ao processo.

-0- PANA JA/DD 330janeiro2026